terça-feira, 14 de junho de 2011

perder.

nesta vida já perdi um monte de coisas. já perdi amigos, já perdi a respiração, já perdi quase a minha vida, já perdi os meus cadernos, já perdi as minhas coisas, já perdi a vontade de sorrir para alguém, já perdi a força de viver, já perdi aquilo que realmente me fazia bem e aí eu perdi a coragem de sonhar. Dei de caras com a realidade e parei para pensar se algo estava errado. Se o meu caminho era este. Senti o meu coração apertado como se ele me falasse que as minhas atitudes por vezes não são as certas, que as minhas amizades não são as mais verdadeiras e que eu não estou a ser sincera comigo própria. Tive momentos em que pensei: "é agora ;/ vou perder quem amo", e deparei-me com esse alguém a dizer-me: "eu amo-te muito Filipa!" Às vezes, as mais pequenas e insignificantes coisas tornam-se as maiores e as mais importantes. Como pessoas que se conhecem assim do nada, e de repente se tornam tudo para nós. Independentemente da distância e das barreiras. Pessoas nunca vistas na real, mas que significam tanto para nós. Um amigo virtual um apoio real. Um amor virtual um sentimento real. "quem inventou a distância com certeza não sabia o que era a saudade", como esta frase é tão verdadeira? como esta frase tem o poder de mostrar às pessoas o quanto sofremos com essa distância, que aliás transforma o nosso coração perdido em busca de algo bom para se sentir bem. Porque é que esta saudade dói no nosso peito? A saudade de alguém tão presente, e que desapareceu sem dizer nada. A saudade de alguém que nunca se viu na real. Nunca se tocou nem abraçou. Uma saudade infinita e tão destruidora. Uma saudade que me deixa completamente sem forças e sem vontade de viver. Uma saudade imensa que me percorre o corpo. Uma saudade que nunca senti antes, uma saudade que eu confio, pois só quem sente saudade sabe o que é amar. 

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